"A maioria dos secretários se mostrou muito preocupada com o momento político desse projeto", afirma presidente do Consed
No mês de julho, o Conselho Nacional de Educação aprovou a proposta do Ensino Médio Inovador, feita pelo Ministério da Educação. Para comentar as mudanças, o Todos Pela Educação entrevista, nesta semana, Maria Auxiliadora Seabra Rezende (Profª. Dorinha), presidente do Consed - Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação - e secretária estadual de Educação de Tocantins. Segundo ela, "a maioria dos secretários se mostrou muito preocupada com o momento político desse projeto, com o tempo necessário para uma proposta dessa natureza se consolidar".
De acordo com Dorinha, o Consed reconhece pontos positivos na proposta do MEC, entretanto, sabe das dificuldades que as redes estaduais, responsáveis pela oferta do Ensino Médio no País, terão para implementar as mudanças. Entre as modificações previstas no Ensino Médio Inovador estão a ampliação da carga horária mínima dessa etapa de ensino, que passa de 2,4 mil para 3 mil horas/ano, e a criação de um currículo flexível, no qual o aluno poderá escolher até 20% da grade curricular, distribuída em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura.
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