DA VEJA
Especialistas pregam expansão e reforma do ensino técnico e flexibilização da grade curricular para contornar fracasso do ciclo
Lecticia Maggi
"O ensino médio brasileiro é muito chato, uma colcha
de retalhos que não leva conhecimento a quem deveria. O professor se
sente impotente para ensinar e o aluno, para aprender." O julgamento da
professora Maria Inês Fini, doutora em educação e idealizadora do Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem), é corroborado pelas mais variadas
aferições. De cada cem estudantes que ingressaram no ciclo em 2008, 35
não chegaram a seu fim três anos: repetiram ou deixaram a escola. Entre
os bravos que ficam, poucos aprendem o esperado, como comprovaram
recentemente os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica (Ideb). Pelo indicador, o ensino médio obteve em 2011 média de
3,7 em uma escala de 0 a 10.
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