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sábado, 10 de julho de 2021

CENSO ESCOLAR - Divulgados dados sobre impacto da pandemia na educação

Levantamento foi aplicado entre fevereiro e maio de 2021, com a 2ª etapa do Censo Escolar 2020. Informações abrangem 94% das escolas de educação básica.


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta quinta-feira, 8 de julho, os resultados da pesquisa “Resposta educacional à pandemia de COVID-19 no Brasil”. Os dados aferidos serão fundamentais para a compreensão das consequências da pandemia no sistema educacional brasileiro. O levantamento foi aplicado entre fevereiro e maio de 2021, por meio de um questionário suplementar, durante a segunda etapa do Censo Escolar 2020, a Situação do Aluno, que tem a função de apurar informações relativas ao movimento e o rendimento dos estudantes ao término do ano letivo.


fonte: Inep

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Educação de SP lança planejamento estratégico até 2022


Documento define metas e estratégias para tornar São Paulo referência em educação pública do Brasil; Secretaria vai usar ferramenta do governo do Estado para fazer monitoramento dos indicadores
Acesse
fonte: Secretaria Estadual da Educação de São Paulo

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem revela impacto do bullying nas escolas

Os resultados brasileiros da Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Talis) foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na manhã desta quarta-feira, 19 de junho. Paralelamente, os dados globais da pesquisa, internacionalmente conhecida como Teaching and Learning International Survey, foram apresentados em Paris, na França, por representantes da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Na pesquisa, diretores de escolas brasileiras apontam que 28% das instituições que ofertam os anos finais do ensino fundamental identificam, semanalmente, situações de intimidação ou bullying entre os estudantes.
 
fonte: INEP

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

SP Rede do Saber Videoconferência "Como aprendem as pessoas jovens e adultas"

Aprendizado de jovens
e adultos
 
Videoconferência discute e reflete sobre o processo de ensino e aprendizagem de jovens e adultos, dia 27/08, às 14h.

ASSISTA A GRAVAÇÃO

Videoconferência "Como aprendem as pessoas jovens e adultas"

Data: 27/08/2013

das 14h às 16h
Como aprendem as pessoas jovens e adultas? Baseada nos princípios teóricos e metodológicos do material “Reflexões Pedagógicas sobre o Ensino e Aprendizagem de Pessoas Jovens e Adultas”, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo promove uma videoconferência para discutir e refletir sobre o processo de ensino e aprendizagem desses estudantes.

O material foi elaborado para subsidiar os Supervisores de Ensino e PCNP responsáveis pela Educação de Jovens e Adultos e os Professores Coordenadores e Professores das escolas que mantêm EJA nos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

As videoconferencistas são: Stela C. Bertholo Piconez, doutora em Educação; e as representantes da equipe técnica do CEJA, Adriana Aparecida de Oliveira e Virgínia Nunes de Oliveira Mendes.

A videoconferência será transmitida por streaming pelo site da Rede do Saber.

A interação poderá ser feita pelo e-mail faleconosco@rededosaber.sp.gov.br.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Neurociência: como ela ajuda a entender a aprendizagem

Matéria da NOVA ESCOLA

Conclusões da área sobre como o cérebro aprende trazem à tona questões tratadas por grandes teóricos da Psicologia, como Piaget, Vygotsky, Wallon e Ausubel. Saiba como elas podem enriquecer as discussões sobre o ensino

Fernanda Salla (novaescola@atleitor.com.br)

A emoção interfere no processo de retenção de informação. É preciso motivação para aprender. A atenção é fundamental na aprendizagem. O cérebro se modifica em contato com o meio durante toda a vida. A formação da memória é mais efetiva quando a nova informação é associada a um conhecimento prévio. 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Teorias da aprendizagem

Da NOVA ESCOLA:

Nova série de reportagens explica os principais conceitos das concepções construtivista e sociointeracionista da Educação


Conhecimento prévio. Zona de desenvolvimento proximal. Sincretismo do pensamento infantil. Aprendizagem significativa. Conceitos teóricos como esses são figuras fáceis nos currículos das graduações de Pedagogia e das Licenciaturas. São, de fato, ideias poderosas da Psicologia da Educação porque enfocam diferentes aspectos do processo de aprendizagem e ajudam a explicar como ela ocorre. No entanto, por não serem estudados com a atenção suficiente, acabam muitas vezes sendo mal utilizados - ou ainda virando jargões desprovidos de sentido. 

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Como fazer recuperação sem deixar de cumprir o programa

Da Edição 235 Setembro 2010 da NOVA ESCOLA:

Como fazer recuperação sem deixar de cumprir o programa

Se um aluno não compreendeu um conteúdo, é preciso retomar os conceitos com novas atividades e estratégias - sem, é claro, deixar de seguir com o programa

Anderson Moço (novaescola@atleitor.com.br). Colaborou Camila Monroe

Leia a matéria completa

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O que dizem os cadernos dos alunos


No site da NOVA ESCOLA Gestão Escolar:

Edição 009 | Agosto/Setembro 2010 | Título original: O que diz o caderno


O que dizem os cadernos dos alunos

Anotações dos alunos revelam a maneira como o professor ensina e dão pistas para escolher os temas da formação continuada

Verônica Fraidenraich (gestao@atleitor.com.br)


Para ajudar o docente a melhorar a prática profissional, o coordenador pedagógico conta com ferramentas importantes - como os planos de aula elaborados pelo professor, os resultados das provas e a observação da atuação em sala de aula. Mas há outro recurso muito útil para orientá-lo no planejamento dos encontros de formação para a equipe: os cadernos dos alunos. 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Entrevista com Gilles Brougère sobre o aprendizado do brincar

Matéria da Revista Nova Escola Edição 230 de Março de 2.010:

Filósofo francês explica que o jogo é uma construção social que deve ser estruturada desde cedo. E o professor pode enriquecer essa experiência

...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A DIMENSÃO LÚDICA NOS PROCESSOS DE APRENDIZAGEM

Lino de Macedo

Instituto de Psicologia, USP

2009

Agora, quando voltam às aulas, esperamos que os alunos tragam consigo e também encontrem a alegria do aprender em uma escola pública. Esperamos, igualmente, que o mesmo ocorra com professores, funcionários e gestores. É que, sem a alegria, o aprender pode ficar privado de uma de suas melhores significações. E, sem essa significação, a escola tende a ficar reduzida a algo “chato” e obrigatório, ainda que valioso. A que aprendizagem estamos nos referindo? Por que nela a dimensão lúdica, o prazer funcional do aprender, é um componente fundamental? Como buscar e encontrar a alegria nas situações de aprendizagem? Como geri-la em favor do que julgamos melhor para nós e para os outros?

É bom sair de férias, depois de um ano de estudos. É bom ficar mais tempo com a família e os amigos, fazer viagens, alterar o ritmo da semana – acordar, quem sabe, mais tarde, passear, não fazer nada, ou mesmo realizar algum trabalho. Férias escolares são isto mesmo: tempo de descanso, de divertimento e, esperamos, de renovação do lugar e do valor desta instituição para todos nós. Renovação, pelas saudades do que aconteceu no ano que passou, dos amigos que “lá deixamos”, do que se fazia no horário ou no intervalo entre as aulas, dos projetos realizados em comum, das brincadeiras e conversas com os colegas, dos sonhos que se teceram ou se desfizeram. Renovação também pelas esperanças, às vezes ansiedade, com relação ao ano escolar que se inicia: os novos colegas de classe, as aulas e os novos desafios a enfrentar. Renovação, enfim, pela alegria de voltar à escola e poder continuar aprendendo, o que de melhor nela se pode aprender e que vale a pena!

Se a alegria justifica o ir e o voltar, é também uma condição “durante”, que mobiliza e se relaciona com o aprender em si mesmo. Observem que nas propostas de situações de aprendizagem apresentadas nos Cadernos do Professor pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, em 2008, a dimensão lúdica é sempre uma condição fundamental. Trata-se ali de usar jogos, brincadeiras ou desafios como meios ou recursos didáticos. Implica também propor projetos ou atividades quaisquer, mas que façam sentido aos alunos pelo prazer funcional que desencadeiam. A alegria se refere, pois, a uma atitude, a um modo de aprender, que supõe uma relação ativa, interessada e inteligente, reunida nas competências de saber ler e escrever, compreender, resolver problemas, argumentar e compartilhar. Convenhamos, seria pretensioso esperar no ensino básico que os estudos se justificassem de imediato, aos alunos, por seu valor futuro, pelo que, mais tarde, os habilitarão a um desempenho profissional. Para os adultos – pais, educadores, políticos –, isso pode ser o melhor argumento, mas não para eles. Como criar situações de aprendizagem nas quais o que se ensina em Matemática ou Língua Portuguesa, por exemplo, tenha valor de vida, mas que interesse aos alunos por seu presente, por aquilo que agora evoca ou desafia neles? Como criar um ambiente de escola no qual esta seja mais do que um tempo em que se é obrigado a ficar (mesmo que em segurança e boa companhia)? Uma escola com ambientes de aprendizagem, geridos por profissionais qualificados para isso? A presença do lúdico, já o dissemos, é uma de suas garantias.

Nas situações de aprendizagem propostas nos Cadernos do Professor temos muitos exemplos de como jogos, brincadeiras e desafios podem se articular com o ensino de conteúdos disciplinares. É que essas atividades (jogos, brincadeiras e desafios) combinam com duas necessidades fundamentais do ser humano, ao menos em suas primeiras etapas da vida: a aprendizagem e o prazer funcional nas ações que a possibilitam. Nós adultos compreendemos o valor das aquisições, quaisquer que sejam, por sua transcendência, isto é, por seu passado (por aquilo que não se deve esquecer) ou futuro (por aquilo que se deve preparar). As crianças valorizam as mesmas aquisições, por sua imanência, pela alegria ou esforço que requerem no presente. Para aqueles, a aprendizagem é um meio, para estes, o próprio fim.

Consideremos, por exemplo, as regras ou normas sociais. Crianças e jovens descobrem ou constroem, pouco a pouco, o valor delas em situações do cotidiano, que fazem sentido para eles. Ouvir, e depois contar, histórias, por exemplo, são ações que supõem aprender a escutar, a prestar atenção, a aprender a reunir ou reorganizar, não importa por quais indícios, o que está sendo narrado. Supõem atribuir consideração ao contador, a ficar em silêncio para desfrutar as delícias do imprevisto, descobrir os personagens, imaginar ou repetir situações e seus desfechos. Em um jogo de regras aprendem a aceitar os limites e os marcadores sociais, que tornam possível e interessante essa atividade: a alternância entre os oponentes, o ganhar e o perder, os limites de espaço e do tempo, o fazer escolhas e se submeter a suas consequências. Conflitos, divergências, dificuldades para compartilhar um desafio comum e seu incerto desfecho perturbam, desequilibram, assinalam diferenças. Mas, suas regulações (o que corrigir, anular, manter ou reforçar) tendem a transformar as estruturas cognitivas e os esquemas afetivos que possibilitam essas trocas sociais no plano individual ou grupal.

Os desafios presentes na resolução de um problema, no cumprimento de um prazo ou limite (de espaço ou de tempo) para a realização de uma tarefa, na construção de um jogo ou texto segundo certas condições, na observação e superação de dificuldades, no estabelecimento de novas relações, na interpretação de um texto podem encantar crianças e jovens, se neles a dimensão lúdica, o prazer funcional de enfrentá-los, estiver presente. Recorrer ao já aprendido, aprender algo novo, experimentar, imaginar, arriscar-se são consequências positivas dos desafios, pois – em perturbar – rompem com um equilíbrio anterior ou com uma resposta, agora insuficiente.

As brincadeiras, por sua inteireza e liberdade, possibilitam que crianças e jovens se relacionem simbolicamente com aquilo, às vezes só possível de ser experimentado nesse plano. Ao mesmo tempo, requerem presença e materialidade de ações, pensamentos e escolhas que implicam o aprender construir coerência e coesão, junto com a alegria do que pode ser de muitos jeitos, desde que os que brincam estejam lá e satisfeitos. E quando há exageros, violências, agressividades, egocentrismos, é tempo de marcar, corrigir, compreender, perdoar, esquecer.

Segundo o dicionário, escola, em seus começos, era lugar de “divertimento, recreio” (versão latina) ou “descanso, repouso, lazer, tempo livre, hora de estudo, ocupação de um homem com ócio, livre do trabalho servil” (versão grega). Na escola antiga, os alunos, através de seus mestres e do que ouviam ou praticavam com eles, podiam aprender coisas valiosas, podiam se aperfeiçoar como pessoas ou membros de uma comunidade de iguais. Mas, essa escola era só para os que tinham fortuna, em todos os seus significados, para isso. Como recuperar ou construir a dimensão lúdica na escola, agora para todos?

A escola era, e deve ser, um lugar onde se aprende, onde se aprende coisas que valem a pena repetir. Nela, por exemplo, se aprende a ler, e ler vale a pena repetir e aperfeiçoar. Quem sabe ler e descobriu o gosto da leitura pede livros, busca coisas para ler, aprecia situações em que essa atividade está presente. Ele não o faz só por obrigação, mas por algo justificado por si mesmo. Ele lê por deleite, pelo gosto ou prazer funcional da leitura, lê para ler, lê porque gosta das surpresas ou do conhecimento que a leitura traz. Lê porque se tornou um leitor.

Saúde e beleza não são privilégios nossos. A alegria, sim. E se ela comparecer nas situações de aprendizagem escolar, melhor ainda. Que na volta às aulas os alunos encontrem um ambiente perfumado por ela; que suas novas e mais difíceis aquisições tenham o frescor, a leveza e o presente do lúdico.

EXTRAÍDO DE:
Sugestões para o planejamento escolar
Ensino Fundamental (Ciclo II) e Ensino Médio
São Paulo faz Escola