sexta-feira, 30 de março de 2012
SP - Consulte aqui o resultado do Idesp 2011 e o valor da bonificação
Hoje, 30 de março, os professores e demais servidores de 4.260 escolas estaduais receberão bonificação de até 2,9 vezes o valor de seus vencimentos. O valor será pago por suas unidades escolares terem cumprido ou ultrapassado no ano passado as metas de desempenho do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo).
LEIA A ÍNTEGRA
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Como fazer um balanço para projetar o futuro
O fim do ano é um bom momento para examinar quais itens você acrescentou à sua bagagem pessoal e profissional em 2010
Beatriz Santomauro (bsantomauro@abril.com.br)
Leia a matéria
quarta-feira, 24 de março de 2010
SP - Resolução SE nº 34/2010 de 23/03/2010 - Fixação de metas para os indicadores específicos das UEs para o pagamento da Bonificação por Resultados - BR
Dispõe sobre a fixação de metas para os indicadores específicos das unidades escolares da Secretaria da Educação, para fins de pagamento da Bonificação por Resultados - BR, instituída pela Lei Complementar nº 1.078, de 17 de dezembro de 2008, para o exercício de 2010
Leia a íntegra no Blog rotinas
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Escolas devem ficar de olho nas metas da educação
O primeiro passo para melhorar a educação é entender como ela está hoje. O movimento Todos Pela Educação - que reúne e mobiliza cidadãos e instituições em torno da melhoria da educação brasileira - divulgou recentemente um relatório de acompanhamento de suas 5 metas. Elas foram estabelecidas para se alcançar a melhoria da educação no Brasil até 7 de setembro de 2022, ano do bicentenário de nossa independência. Escolas, alunos, professores e famílias precisam estar juntos nesse desafio.
As cinco metas do movimento são: toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola; toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos; todo aluno com aprendizado adequado à sua série; todo jovem com ensino médio concluído até os 19 anos; e o investimento em educação ampliado e bem gerenciado.
O relatório mostra que a Educação brasileira melhorou entre 1995 e 2007, principalmente no atendimento escolar, alfabetização das crianças e conclusão dos ensinos Fundamental e Médio. Porém, Língua Portuguesa ainda é um problema no Ensino Fundamental, enquanto Matemática é a vilã do Ensino Médio.
De fato, os desafios continuam em escala gigantesca. Afinal, poucos países têm mais de 50 milhões de pessoas em idade escolar como é o caso do Brasil. Mas o resultado apontou melhoras na taxa geral de aprovação, alfabetização e nos índices de conclusão do ensino fundamental para jovens com até 16 anos (crescimento de 22% desde 2002) e do ensino médio para os jovens de até 19 anos (30% a mais que em 2002). Além disso, o país já tem 90,4% das crianças e jovens de 4 a 17 anos frequentando a escola, e por isso está apenas 8% abaixo da meta estipulada pelo movimento para 2021: 98%.
Os desafios
Os aspectos mais críticos da Educação hoje concentram-se especialmente na faixa do ensino médio. Segundo o Censo Escolar de 2006, do Ministério da Educação (MEC), do total da população entre 15 e 17 anos (cerca de 10 milhões), 3,6 milhões matricularam-se no ensino médio, um milhão sequer havia concluído o ensino fundamental.
Com a evasão, apenas 1,8 milhão se formou. Quando analisado o comportamento dos jovens de 18 a 24 anos, os dados são ainda mais desastrosos: 68% não frequentam a escola.
Para cada uma das 5 metas do Compromisso Todos pela Educação foram estimados índices que devem ser atingidos até o ano de 2022 e, a cada ano, etapas em valores intermediários a serem alcançadas. O relatório afirma que os países que melhoraram consideravelmente sua qualidade de ensino foram os que selecionaram e prepararam melhor seus professores, dando a eles condições e motivação para formar seus alunos de maneira completa.
Daí a importância de políticas que visem à valorização docente.
Outro dado apontado pelo relatório é quanto ao volume de recursos orçamentários destinados à educação. Segundo o Todos pela Educação, o dinheiro investido para que se possa ampliar o atendimento e a qualidade ainda é pouco, 3,7% do PIB em 2007. O movimento propõe que a porcentagem chegue a 5% em 2010.
Mais gestão
Alguns avanços na gestão da Educação pública brasileira se devem ao aprimoramento do Sistema de Avaliação, desenvolvido pelo MEC, com a aplicação de um conjunto de instrumentos que fornecem mais informações.
Mais informação significa mais capacidade de conhecer o problema para investir recursos de forma planejada. Algumas das ferramentas que compõem esse Sistema de Avaliação são Provinha Brasil, Prova Brasil, Saeb, Censo Escolar, Enem, Enade etc.
A avaliação em si mesma não produz efeitos se não se transformar em indicador. Por isso, todos os municípios brasileiros têm hoje um índice que aponta como está a qualidade do ensino público oferecido a crianças e jovens.
O IDEB - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica cumpre esse papel, como indicador válido para todo o território nacional.
O passo seguinte foi usar o IDEB como um definidor de metas. A cada dois anos, todas escolas, de cada cidade do País, medem a qualidade do ensino que oferecem, por meio da avaliação de desempenho de seus alunos.
Numa escala de 0 a 10, o Brasil obteve, em 2007, nota de 4,2 nas séries iniciais do Ensino Fundamental; 3,8 nas séries finais do Ensino Fundamental e 3,8 no Ensino Médio, tendo como meta geral chegar à nota 6,0 até 2021.
Para definir adequadamente as ações de melhoria do IDEB, cada estado e município elaborou um Plano de Ação Articuladas (PAR), no qual diz o quê e como pretende fazer para atingir sua meta.
Esse instrumento e a assinatura de um compromisso com o MEC - o Compromisso Todos pela Educação - asseguram mais acesso aos recursos da Educação.
O PAR é uma espécie de radiografia dos problemas educacionais, apresentando o diagnóstico e a respectiva "prescrição do tratamento" a ser dado. Para esse diagnóstico, o PAR analisa quatro itens: gestão educacional, formação de professores e profissionais de serviços e apoio escolar, recursos pedagógicos e infra-estrutura física.
Assim, se o problema da cidade for falta de professores, ou defasagem idade/série dos alunos, o plano de ação ou tratamento deve prever o "remédio" correspondente.
O mais importante para haver um bom controle da qualidade da educação é que toda a população acompanhe o PAR do seu município. Para saber mais sobre o IDEB da sua escola e onde os recursos estão sendo aplicados, acesse o Site do Ideb ou o Relatório Público.
As informações são públicas e estão disponíveis por meio de um sistema de busca por estado e por município.
Redação Terra